terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Better than Raw (1998) - Helloween

A origem do título veio de uma experiência que a banda teve no Japão ao terem que provar abóbora crua. Daí "Better than Raw"(melhor que cru), uma vez que detestaram sua degustação. O que não passa de modéstia do grupo, pois o álbum é muito bom.


A magistral introdução composta por Uli é emocionante. Tem o nome megalomaníaco de Deliberately Limited Preliminary Prelude Period in Z e junto com a pesada e agressiva Push, abrem o disco em grande estilo. Conta com guitarras rítmicas criadas pelo baterista, ótimos backing vocals de Grapow, riffs bons e pesados, percussão ímpar e solos bem legais. A letra da canção fala sobre buscar sua independência, viver sua própria vida, pensando por conta própria.

Falling Higher é linda e melódica. Escrita por Weikath tem um ótimo refrão e solos idem. Depois, temos Hey Lord! uma composição de Andi muito boa e com um toque de pop, com seus teclados e refrões grudentos.

Don’t Spit on my Mind é da dupla Markus/Deris. Pesada, agressiva, um pouco lenta e com riffs perfeitamente pesados, graves e arrastados.

Em Revelation, temos a obra-prima de Uli, com um lindo solo de Grapow em sua introdução e depois dando lugar para a percussão matadora de Kusch, acompanhada por um dos melhores e mais pesados riffs Helloween. Simplesmente perfeita. Ainda com vários climas e solos emocionantes e cativantes de guitarra. Outro grande destaque é a interpretação e os vocais de Andi, rasgados, agressivos e melódicos.

Assim como em Revelation, a canção Time, escrita por Deris, também fala sobre o fim dos tempos. Não é à toa, pois na época muito se falava a respeito e que o mundo iria acabar no ano 2000. A canção tem um solo bem legal e cativantes linhas vocais.

I Can, o primeiro single, é de autoria de Weikath/Deris e tem um ótimo riff. Trata-se de uma canção heavy/pop com uma letra bem positiva e motivadora. O solo de Weikath é simplesmente matador, lembrando o de Power, em termos de inspiração e maestria.

Em Handful of Pain, Uli e Andi nos trazem uma canção muito boa, com peso, bons vocais e teclados. Bons solos e Deris, grande destaque, cantando em algumas partes em tons mais graves, lembrando muito o David Bowie.

Laudate Dominum, assim como em Time, tem uma letra cristã e de louvor a Deus (nesse caso). A canção é alegre e tem ótimos solos.
É cantada em latim, composta por Michael Weikath e dedicada para os fãs da Itália, Espanha, Portugal, Brasil, Argentina, Honduras, Peru e Chile. Sua primeira inspiração ao escrevê-la foi quando sua mãe tocou para ele as versões de Schubert e Mozart de "Laudate Dominum".

Outra composição do líder guitarrista é a que fecha o álbum: Midnight Sun. Poderosa canção, destruindo tudo logo de cara com solos maravilhosos em sua épica introdução. Andi detona nos vocais, os solos são perfeitos e melódicos. Uli mostra a que veio e destrói a bateria. Uma das melhores composições do disco.

Nota:8,0
Ano:1998
Gravadora:Castle Communications

Formação

Andi Deris (vocais)
Michael Weikath (guitarra)
Roland Grapow (guitarra)
Markus Grosskopf (baixo)
Uli Kusch (bateria)

Better than Raw

1. "Deliberately Limited Preliminary Prelude Period in Z" (Kusch) 1:44
2. "Push" (Deris,Kusch,Weikath) 4:44
3. "Falling Higher" (Weikath) 4:45
4. "Hey Lord!" (Deris) 4:05
5. "Don't Spit on my Mind" (Deris,Grosskopf) 4:21
6. "Revelation" (Deris,Kusch) 8:21
7. "Time" (Deris) 5:41
8. "I Can" (Weikath) 4:38
9. "A Handful of Pain" (Deris,Kusch) 4:48
10."Lavdate Dominvm" (Weikath) 5:09
11."Midnight Sun" (Weikath) 6:18
12."A Game We Shouldn't Play"* (Deris) 3:36

*bônus brasileiro

obs: a versão japonesa e a expandida relançada contam com a faixa "Back on the Ground"(Weikath/Deris) como bônus.

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

High Live (1996) - Helloween

A turnê do álbum The Time of the Oath rendeu muitas apresentações de sucesso para o Helloween, que após fazer diversos shows mundo a fora (pela primeira vez no Brasil no festival Monsters of Rock em São Paulo abrindo para o Iron Maiden e ainda mandando How Many Tears), lança seu primeiro álbum duplo ao vivo. 

Gravado em dos países: Espanha (Pamplona e Girona) Itália (Milão), High Live saiu em VHS e posteriormente em DVD (quatro anos depois). O título foi dado por Weikath, que farto dos live aqui, live ali, resolveu optar por um bordão de sua juventude na Alemanha e no resto do mundo: High Live. Era a expressão para algo excepcional acontecendo.


Auge da fase Deris, a banda estava explosiva no palco. O repertório foi escolhido a dedo e tanto os clássicos quanto as novas canções foram executadas com entusiasmo e perfeição. Seis músicas do The Time of the Oath (We Burn, Wake Up The Mountain, The Time of The Oath, Before the War, Power e Steel Tormentor) e seis do Master of the Rings (Sole Survivor, Why, Mr. Ego (Take Me Down),Where the Rain Grows, In The Middle of a Heartbeat e Perfect Gentleman).

O duplo ao vivo traz o bom e velho Helloween com seus clássicos da era Kiske como Eagle Fly Free, Dr. Stein, Future World e The Chance. Abrindo com We Burn, o grupo literalmente incendiou o palco e em In The Middle of a Heartbeat, Deris toca violão sozinho e canta a música que o público o acompanha e responde à altura.

Power ganha uma versão estendida e com participação da plateia alucinada, que faz a famosa torre humana durante a canção. Após a canção Before the War, Grapow faz um duelo vocal com o público e antes de Future World faz solos de guitarra (alguns deles presentes em seu primeiro disco solo que seria lançado como os da faixa The Winner).
  
A banda pretendia lançar Eagle Fly Free como single do álbum, mas acabou sendo Forever and One (Neverland) a escolhida. A qual ainda ganha um clipe com cenas dos bastidores da tour do álbum (montagem de palco, cenas de apresentações e imagens dos fãs nos shows). A banda toca à luz de velas em uma dramática interpretação climática.

Nota: 9,0
Ano: 1996
Gravadora: Castle Communications  

Formação

Andi Deris(vocais)
Michael Weikath (guitarra)
Roland Grapow (guitarra)
Markus Grosskopf (baixo)
Uli Kusch (bateria)

High Live

1. "We Burn" (Deris) 4:12
2. "Wake up the Mountain" (Kusch/Deris) 5:22
3. "Sole Survivor" (Weikath/Deris) 5:23
4. "The Chance(Grapow3:56
5. "Why?(Weikath/Deris4:43
6. "Eagle Fly Free(Weikath5:17
7. "The Time of the Oath" (Grapow/Deris8:00
8. "Future World" (Hansen) 5:45 
9. "Dr. Stein" (Weikath) 5:0
10."Before the War" (Deris) 6:10
11."Mr. Ego (Take me Down)" (Grapow) 6:14
12."Power(Weikath6:54
13."Where the Rain Grows(Weikath/Deris7:30
14."In the Middle of a Heartbeat(Deris/Weikath3:09
15."Perfect Gentleman(Deris3:40
16."Steel Tormentor(Weikath/Deris7:58

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

The Time of the Oath (1996) - Helloween

Logo de cara, após a introdução assobiada, We Burn mostra a que veio: literalmente para incendiar. Rápida e melódica, a faixa escrita por Andi é muito boa. Depois, temos um clássico, petardo (que se inicia ao som de um carro sendo ligado e caindo na estrada), trata-se de Steel Tormentor. Essa composição da dupla Weikath/Deris é demais, perfeita. Empolgante, com ótimas melodias, peso e solos.


Na sequência temos a estreia de Uli nas composições do Helloween, mesmo que como coautor junto com Deris, Wake Up the Mountain tem uma pós-intro bem legal só com o baixo de Markus e a voz de Andi. No desenrolar da faixa, Deris utiliza sua voz com muita criatividade e bom gosto em vocais altos, bem hard rock e rasgados. Há ainda ótimos duetos de solos de guitarra e uma letra que é um convite à revolução, no melhor estilo Breaking the Law do Judas Priest.

Power. O que dizer sobre desse hino que virou um clássico absoluto da banda? Ótimos riffs, solos de guitarra (principalmente de seu compositor Weikath), refrão empolgante e melodias e peso na medida certa.

Em Forever and One (Neverland), o piano faz a introdução e junto com a voz de Andi (compositor) caminham para um refrão emocionante, bonito e dramático, assim como seus belos solos. Before the War, também escrita pelo vocalista, é pesada e tem uma introdução com sons reais de uma batalha, gravados na Iugoslávia. A música ainda tem uma ótima percussão de Uli que literalmente metralha a caixa, seguido pelos solos viscerais de Grapow e Weikath.

Em A Million to One, Uli divide mais uma vez, a autoria com Deris, em uma música cadenciada, uma semi-balada com um ótimo refrão e melodias idem, o grande destaque fica para os vocais de Andi e sua interpretação. Além de ótimos solos e percussão impecável e o baixo pulsante.

Anything My Mama Don’t Like, escrita pela dupla Deris/Kusch, tem um pé no pop, é descontraída e bem divertida. Típica para uma festa bem rock n’ roll. Bons refrões, corais e guitarras pesadas.

Meu deus! Kings Will Be Kings é pesada, melódica, épica e uma grande canção escrita pelo mestre Weikath. Inspiração pura! Belos vocais de Andi e solos magistrais da dupla de guitarristas do Helloween.

A faixa mais longa do disco, Mission Motherland, é um épico de mais ou menos nove minutos onde Weikath escreveu parte da canção e outra ele deixou em aberto para trabalhar com toda a banda. Tem bons riffs palhetados e pesados, linhas vocais melódicas incríveis, e um clima que literalmente te leva à outro planeta. A bateria de Uli é outro grande destaque, assim como o baixo de Markus detonando tudo. Sua letra fala sobre vida em outros planetas e a vinda de extraterrestres para a Terra.

Weikath ataca novamente, agora com If I Knew, uma boa composição com belos solos e os vocais poderosos de Deris. Ela, A Million to One, Anything my Mama Don’t Like, Kings Will Be Kings e Mission Motherland nunca foram tocadas pela banda ao vivo.

A faixa título e a temática do disco, produzido por Tommy Hansen, fazem referência às profecias de Nostradamus para os anos de 1994 a 2000, segundo Deris. Tal canção foi composta por Andi e Grapow e foi inspirada na seguinte profecia: “Chuva, Sangue, Leite, Fome, Espada, Praga. Nos céus será visto um fogo com grandes faíscas. A morte vem com a queda da neve, mais branca do que o branco”. Anno Domini 2000 (conhecido como o Tempo do Juramento).

Deris faz o papel do demônio e coral orquestrado (cantando Dies irae do tradicional réquiem de Bach) o dos anjos que buscam resgatar a alma perdida de Fausto. Tal canção começa com corais apocalípticos e com um belo e pesado riff de seu autor Roland Grapow. Tem ótimos solos e um clima bem sombrio, com uma temática de fim dos tempos. Nela destacam-se os vocais e a interpretação dramática de Deris e o peso jamais visto antes nas canções do Helloween.

Nota: 9,0
Ano: 1996
Gravadora: Castle Communications 

Formação

Andi Deris(vocais)
Michael Weikath (guitarra)
Roland Grapow (guitarra)
Markus Grosskopf (baixo)
Uli Kusch (bateria)

The Time of the Oath

1. "We Burn" (Deris) 3:04
2. "Steel Tormentor(Weikath/Deris5:40
3. "Wake up the Mountain" (Kusch/Deris) 5:01
4. "Power(Weikath3:28
5. "Forever and One (Neverland)" (Deris3:54
6. "Before the War" (Deris) 4:33
7. "A Million to One" (Kusch/Deris) 5:11
8. "Anything my Mamma Dont Like" (Deris/Kusch) 3:46 
9. "Kings Will Be Kings" (Weikath) 5:09 
10."Mission Motherland" (Weikath/Helloween) 9:00 
11."If I Knew" (Weikath) 5:30
12."The Time of the Oath" (Grapow/Deris) 6:58

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

Master of the Rings (1994) - Helloween

O disco abre com uma introdução de autoria de Weikath e que leva o nome de Irritation (Weik Editude 112 in C), uma sátira do guitarrista às introduções Initiation e Invitation dos Keepers. Apesar disso, o álbum traz em seu encarte uma continuação para a história da saga Keeper. Trata-se de um breve conto do guardião que ao retornar da batalha e triunfar sobre o mal, encontra o senhor das visões que lhe apresenta os sete anéis, que governarão a humanidade. Cada um deles representando o amor, santuário, criação, realização, destino, espírito e verdade. O título do disco é uma mistura do livro O Senhor dos Anéis de J.R.R.Tolkien e do conceito de Kepper of the Seven Keys. Musicalmente era para o álbum ser uma continuação da saga, mas a ideia foi descartada pela banda. Apesar de muitos fãs, na época, se referirem ao disco como “Keeper of the Seven Keys – Part III.

Após a cômica introdução Irritation, escrita por Weikath, Sole Survivor chega detonando tudo, já demostrando o talento do novo baterista e Andi Deris, os quais não estavam para brincadeira. A composição de Weikath/Deris é pesada e muito boa.


Em Where the Rain Grows, mais uma vez, contamos com a ótima bateria de Uli e linhas de baixo insanas de Markus. Bom refrão e guitarras matadoras. Why? é uma ótima canção, a qual privilegia os vocais de Andi e ainda tem solos de guitarra bem legais, principalmente o de Weikath. O riff principal dessa canção lembra o de Faith Healer (Alex Harvey Band) só que executado mais rápido.

Mr. Ego (Take Me Down) já é mais cadenciada, com um bom refrão, ótima percussão e solos viscerais de Grapow. Já a cômica e egocêntrica Perfect Gentleman é bem Hard Rock e com um refrão bem alegre. No final o volume da faixa vai diminuindo e depois volta no mesmo clima festivo.

Na sequência duas composições de Weikath: The Game is On e Secret Alibi. A primeira é bem alegre, tem ótimas linhas de baixo e belos solos melódicos de guitarra. É bem descontraída e tem sons de vídeo game bem legais. Fala sobre o vício em vídeo games. A segunda já é mais pesada, tem um grande riff, bons teclados e refrão cativante. É uma daquelas ótimas músicas que a banda parece ter esquecido e seria muito bom se a tocassem ao vivo, pois tem solos muito bons também.

Take Me Home, escrita por Grapow, tem vocais muito bons, assim como o seu refrão e o baixo matador de Markus. Assim como Secret Alibi nunca foi tocada ao vivo pelo grupo. In the Middle of a Heartbeat é a única balada do disco. A linda faixa semi acústica tem um refrão muito bom e ótimo solos de violão.

Fechando o álbum temos a ótima Still We Go, escrita por Grapow, em uma clara auto-referência dizendo em sua letra que o Helloween ainda continua na estrada do Metal. A homenagem conta com um trecho onde somente Grapow canta, após os maravilhosos solos da faixa.

Nota: 8,0
Ano: 1994
Gravadora: Castle Communications 

Formação

Andi Deris(vocais)
Michael Weikath (guitarra)
Roland Grapow (guitarra)
Markus Grosskopf (baixo)
Uli Kusch (bateria)

Master of the Rings

1. "
Irritation" (Weikath) 1:14
2. "Sole Survivor(Weikath/Deris4:33
3. "Where the Rain Grows" (Weikath/Deris) 4:46
4. "Why?(Deris4:11
5. "Mr. Ego (Take me Down)" (Grapow7:02
6. "Pefect Gentleman" (Deris/Weikath) 3:53
7. "The Game is On" (Weikath) 4:40
8. "Secret Alibi" (Weikath) 5:49 
9. "Take me Home" (Grapow) 4:25 
10."In the Middle of a Heartbeat" (Deris/Weikath) 4:30 
11."Still We Go" (Grapow) 5:09

sábado, 3 de fevereiro de 2018

Chameleon (1993) - Helloween

Abrindo com a ótima e animada First Time, com seu belo refrão e grandes solos de guitarra, o Helloween inicia seu quinto álbum de estúdio.

When the Sinner, escrita por Kiske, já mostra a mudança radical em termos de sonoridade, pois apesar de ser uma grande canção, acaba beirando ao pop e se distanciando bastante do Power Metal e até pelo Hard Rock praticado pelo quinteto no disco anterior. Ela tem metais, violão e até um megafone. 


Na sequência temos duas composições de Grapow: I Don’t Wanna Cry No More e Crazy Cat. A primeira é acústica, possui ótimos teclados, além de solos de violão e guitarra bem legais. A segunda é uma mistura de Rock n’ Roll com Jazz muito boa. Uma das melhores faixas do disco, com metais, corais e um final cômico com a gravação dos gatos de Grapow derrubando objetos e fazendo uma grande bagunça.

Depois, uma trinca de Weikath: a pesada e ótima Giants, com Kiske dobrando os vocais na gravação, a melancólica e bonita Windmill, com piano e a bela voz de Kiske até chegar na contestadora e agitada Revolution Now, com ótimas linhas de baixo, genial percussão de Ingo, megafone e até um apito.

In the Night é um tema acústico de Kiske e tem uma sonoridade típica das composições da futura carreira solo do vocalista.

Em Music, Grapow conta a história de um garoto apaixonado por música e a canção é uma homenagem a essa vertente da arte. Com um ótimo refrão orquestrado, a canção tem solos viscerais e beira ao progressivo. Step Out Of Hell tem teclados e ótimos solos de guitarra de seu compositor Grapow. 

E para fechar o disco, uma dobradinha de Kiske: a progressiva e com belos riffs I Believe (a qual sua letra é, praticamente, uma oração) e a acústica, melancólica, climática e dramática Longing. A qual foi a única desse disco não tocada ao vivo pela banda. 

Nota: 6,0
Ano: 1993
Gravadora: EMI 

Formação

Michael Kiske (vocais)

Michael Weikath (guitarra)
Roland Grapow (guitarra)
Markus Grosskopf (baixo)
Ingo Schwichtenberg (bateria)

Chameleon

1. "
First Time" (Weikath) 5:30
2. "When the Sinner(Kiske6:54
3. "I Dont Wanna Cry no More" (Grapow) 5:11
4. "Cray Cat" (Grapow3:29
5. "Giants" (Weikath6:40
6. "Windmill" (Weikath) 5:06
7. "Revolution Now" (Weikath) 8:04 
8. "In the Night" (Kiske) 5:3
9. "Music" (Grapow) 7:00 
10."Step Out of Hell" (Grapow) 4:25 
11."I Believe" (Kiske) 9:12
12."Longing" (Kiske) 4:1

terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Pink Bubbles Go Ape (1991) - Helloween

Na abertura do debut, temos Kiske na voz e violão em uma introdução bem divertida e que leva o mesmo nome do disco. Após a curta intro, Kids of Century é apresentada, ambas escritas pelo vocalista. Fala sobre a destruição do meio ambiente e de um mundo destruído que será herdado pela futura geração.

Back on the Streets é bem blues/rock n’ roll e uma ótima composição da dupla Grapow/Kiske. Na sequencia temos Number One, escrita por Weikath. É uma linda canção melódica, com grande refrão e com teclados bem legais de Jörn.


Heavy Metal Hamsters foi muito criticada na época, mas é uma boa música de Weikath, com um bom refrão, solos de guitarra bem alegres e boas linhas vocais. Em seguida Goin’ Home, composição de Kiske, é boa e bem sugestiva para encerrar apresentações, assim como a banda o fez em algumas ocasiões. Os solos de Grapow na faixa são matadores e os slaps de Markus bem legais.

Someone’s Crying tem uma intro animal de Roland e Ingo com suas viradas de bateria. Kiske também se destaca nos vocais e Markus com suas grandes linhas de baixo. Conta com um lindo refrão e solos inspiradíssimos de Grapow.

A faixa mais longa do disco foi escrita pela dupla Grapow/Kiske e tem uma introdução muito boa: Mankind é pesada e tem um bom refrão, no qual o vocalista volta a usar notas bem altas. Tanto ela quanto The Chance foram cantadas por Andi, anos mais tarde. Sua letra fala sobre as estupidezes cometidas pela humanidade.

Agora uma composição de Markus/Kiske, I’m Doin’ Fine, Crazy Man, tem a presença de uma meia-lua no melhor estilo rock n’ roll com um toque de country e um refrão maluco. Mas, o ponto alto da canção é o verso pré-solo: lindo e comovente.

Em The Chance, Grapow muito inspirado, escreve uma das melhores músicas de sua carreira. Cheia de solos e melodias, tem uma ótima letra e um belo refrão. Uma das melhores letras do grupo, muito positiva e motivadora Em suma, uma obra-prima do guitarrista.

E para fechar o álbum: Your Turn. A composição semi acústica de Kiske é na verdade uma linda balada. Sem dúvida, a obra definitiva do vocalista, com um bonito refrão, cadência crescente e emocionante e grandes viradas da bateria de Ingo.

Nota: 7,0
Ano: 1991
Gravadora: EMI 

Formação

Michael Kiske (vocais)

Michael Weikath (guitarra)
Roland Grapow (guitarra)
Markus Grosskopf (baixo)
Ingo Schwichtenberg (bateria)

Pink Bubbles Go Ape 

1. "
Pink Bubbles Go Ape" (Kiske) 0:37
2. "Kids of the Century(Kiske3:52
3. "Back on the Streets" (Grapow/Kiske) 3:23
4. "Number One" (Weikath5:14
5. "Heavy Metal Hamsters" (Weikath/Kiske) 3:28
6. "Goin' Home" (Kiske) 3:51
7. "Someone's Crying" (Grapow) 4:18 
8. "Mankind" (Grapow/Kiske) 6:19 
9. "I’m Doin’ Fine (Crazy Man)" (Grapow/Grosskopf) 3:39 
10."The Chance" (Grapow) 3:4
11."Your Turn" (Kiske) 5:39